sexta-feira, 15 de julho de 2016

Organização...desenvolvimento pessoal...Sucesso...Família...Alicerces...hum.

Em mais de 20 anos de histórico e experiência profissional, é certo que a minha experiência nas mais variadas áreas de negócio e empresas onde as desempenhei me trouxe experiências positivas mas também negativas, onde me colocou pessoas que pela sua visão e estrategia e emprenho me ajudaram no meu percurso e em todas elas aprendi, cresci, evoluí… pois aprender com os erros também é válido, e é a forma mais simples e correta pois assim vamos evoluindo!

Descobri no entanto que, organizados conseguimos realizar o trabalho com a mesma qualidade em menos tempo. Aprendi a gerir o meu tempo o melhor que pude e sem grandes ferramentas, ou melhor aprendi de forma “correta” a utilizar melhor as ferramentas que todos hoje temos na mão, como internet, por exemplo (pesquisando e falando de uma forma não tanto pessoal, mas muitas vezes muito e mais pratica e valida na obtenção dos resultados que procuramos.

Sempre focado e dando prioridade aos assuntos mais urgentes, avançando depois para os muito urgentes e só depois para os urgentes, porque no fundo todos o são, do outro lado há sempre alguém que espera do meu apoio e da minha solução e claro do melhor “preço possivél e isso tem que ser tido em conta. Devo referir que sendo muito importante hoje o preço não é o fator maior de decisão, pelo menos nesta ârea onde desenvolve a minha actividade profissional.

Também é certo que hoje temos de estar mais “atentos” e disponiveis para a familia, e amigos e ter a maxima responsabilidade e disponibilidade para os filhos, pois eles tem “tudo a mais”, e temos de estar mais presentes pelo menos para “esse tudo a mais”, seja bem utilizado e intencionado... dou muito valor á minha própria família, os filhos que tanto ambicionei e que são a luz da minha vida, a tudo o que tive de fazer e encarar peiot aberto para conquistar o que conquistei neste campo, e aqui a minha Kara Metade, tem da minha prespectiva o valor mais alto nesta nossa “luta”.

Sempre dediquei muitas horas ao trabalho, mas garanto que ontem mais do que neste preciso momento, e com olhar para o Futuro. Ser produtivo e profissional, também e ser bom individuo e saber englobar o campo pessoal.

Quando um cliente nos procura, ele já tem uma urgência. Do nosso lado, o que precisamos fazer?

Perceber essa urgência e responder de acordo com a necessidade dele.

Mas se tudo é urgente, como saber qual é o mais?

Conhecendo o cliente, conhecendo o negócio, conhecendo muito bem o nosso negocio e os nossos produtos e acima de tudo as pessoas que vão desenvolver o trabalho, sem falsas promessas e com soluções e previsões corretas.

Nem tudo depende de nós (sempre assim foi) e nós não somos omnipresentes, é o fornecedor que atrasa, é o técnico que não tem agenda, é o distribuidor que não tem stock, somos nós fabricantes que não temos stock ou racionalizamos a produção e aquela pessoa que gostaríamos que tratasse do assunto que vai de férias, enfim muitas objeções podem acontecer, é normal que assim seja, a empresa tem a sua vida própria, os seus fluxos e o seu próprio ritmo, cabe-nos saber gerir esses “obstáculos” para bem da nossa relação pessoal e profissional com o cliente.

Podemos ajudar, podemos envolver-nos no processo, sem passar por cima de procedimentos, passar informação e estar presentes, mesmo que não fisicamente, nem sempre será possível…somos uma empresa contamos com todos e todos são bem vindos no seu input, na sua função e no desenvolvimento da mesma.

No fim das contas, a forma como nos envolvemos e participamos na relação entre a empresa e o cliente é o que fará de nós um bom ou mau comercial, ou bom ou mau fornecedor de soluções. É preciso dar a cara todos os dias, e de uma forma natural ou nossos clientes e parceiros tem de saber que estamos do outro lado, nas coisas boas e nas coisas más, pois como digo ara ter sucesso temos de ter sempre as duas e temos de ter sempre um bom grafico para medir o sucesso das mesmas.

Saber gerir a agenda faz parte, organizar o nosso tempo é meio caminho andado para um percurso profissional bem-sucedido, deixando espaço para o que nos faz mais feliz.

Assim, alimentar a nossa agenda com metodologia e dedicação será uma grande ajuda; dar-nos o tempo devido para ver o mail e não mais, ou consumirá todo o nosso esforço; dar-nos o tempo para devolver as chamadas que não nos foi possível atender; dar-nos o tempo para agendar aquela reunião que precisamos muito fazer e por fim guardar um dia na semana para aquela porta fria que nos fará sair da rotina e nos dará o estímulo para o resto da semana.

Manage Power your way
Eaton power infrasctructure solutions & products

Boas vendas!

Why Mobile Technology is "Eating the World"

Silicon Valley venture capital firm Andreessen Horowitz recently published a provocative new presentation from partner Benedict Evans called “Mobile Ate the World" that analyzes some of the latest trends in mobile technology, and suggests new ways of understanding what mobile technology really means for the world. There remarkable statistics, concepts and projections in this presentation that technology professionals should know.
 
Smartphones are the first "universal tech product." By 2020, 5 billion people will have a smartphone – and today's smartphones are 625 times more powerful than a business-grade PC in 1995. As the presentation says, in the new world of mobile, “Everyone gets a pocket supercomputer." We've gone from a computer in every corporation (the old heavy mainframe systems of the 1970s) to a computer in every home and every desk (the vision of Bill Gates and Steve Jobs, which started to be realized in the 1990s), to a computer in every pocket (2020). This has profound implications for the way we live and work.
Mobile is not just a type of device, it's an entirely new ecosystem for technology: Every new generation of computer technology has brought a massive shift in scale in multiplying what technology can help people achieve. We've gone from 100,000 mainframe computers to 10 million workstations to 1.5 billion PCs to more than 5 billion mobile devices (smartphones plus tablets). Mobile is not a “device," it's a new technology ecosystem that – for the first time – scales to reach everyone on earth. And new innovations will develop around this ecosystem, many of which were unimaginable just a few years ago.
New products for the mobile ecosystem: As the mobile ecosystem takes over from the PC ecosystem, new mobile components will arise for different use cases, but powered by software. We are already seeing this happen with new drone technologies – as the presentation states, “A drone is a smartphone that flies." The mobile ecosystem is going to create a “Cambrian Explosion" of new products – the Internet of Things, wearable devices, smart home monitoring systems, virtual reality, and connected cars. Consider the way that different generations within our lifetime have thought about and related to the technology products that they owned. As the presentation suggests, “Our grandparents could count their electric motors. Our parents could count the things they owned with a chip inside. We can count our connected devices. Our children…" It's possible that our children will grow up being so familiar with and comfortable with Internet-connected mobile devices that they will no longer think of the Internet as being a separate entity from everyday life – the Internet will be all around them and supporting their daily lives in ways that we cannot fully understand or envision today.
"A car is a smartphone with wheels:" One of the most exciting and widespread implications of the mobile ecosystem is the rise of driverless cars. Cars are poised to become “smartphones with wheels" – within a few years, they will be electric, on-demand and autonomous. Whether it's the Tesla Model 3 or the Chevy Bolt or some other new model not yet developed that proves to be the tipping point for mass adoption, the technology for sustainable electric car transportation is almost here and it is likely to be an unstoppable force. What does this mean for supply chains, for city traffic patterns, for urban planning and design of public spaces? What happens to cities when most car ownership is replaced by autonomous fleets of on-demand cars that don't have to park or sit in a garage overnight? If people don't have to spend their time driving and searching for parking spaces, what will they do with their time instead, and what new business opportunities will this create? As Carl Sagan once said, “It was easy to predict mass car ownership, but hard to predict Walmart."
Mobile is changing work and productivity in ways that we do not yet fully understand. At every stage of digital technology adoption – from mainframes to PCs to mobile devices – the nature of work and what “work" really looks like goes through a big transformation. Over time, work changes to fit the capabilities of the new tools, and we can't always predict exactly how this will look or what it means until it's already happening. As the presentation says, "The future comes looking like something you can't use for real work. These days it often looks like a toy for rich hipsters. But the toy gets better. And the work changes." For example, instead of making PowerPoint presentations, perhaps the “work" of the future will be managing chat sessions via mobile device. Maybe most people don't really need a mouse and keyboard to do their work anymore – maybe new applications or chat bots will develop that can help people work more effectively from mobile devices, by directly tapping into human brainpower without the slow, clunky intermediary of a keyboard or laptop or tablet. It might sound unlikely, but who knows? 20 years ago, the idea of people using smartphones to reply to emails would have been thought of as impossible. Mobile technology will make work more efficient by saving time and reducing effort and helping people get directly to the root of the uniquely value proposition that human knowledge workers can add – creativity, ingenuity, discretion, critical thinking. The future of work is going to look a lot different – and hopefully better, faster and easier – than what we have today.
This presentation is a must-read for anyone who wants to understand the biggest key concepts and trends that explain how mobile technology is changing the world. Read more from Benedict Evans, “Mobile Ate the World."
 
 
 
 
 

 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Planeamento estratégico??? Pensa, ou está pensando nele.

Sim, mas antes de o deleniar ou concluir, faça este exercício:
Imagine um hamster numa gaiola, correndo sem parar dentro da sua roda, mas sem nunca sair do lugar. É assim que você se sente em relação à sua empresa ou ao seu tempo, ou sua equipe? Muito trabalho, muito esforço, mas sem sair do lugar?
Na sua empresa, o importante é trabalhar muitas horas, muitas noites, trabalhar nos fins de semana, ou entregar resultados
Você quer uma equipe de hamsters – que se esforçam muito mas não chegam a lugar algum – ou pessoas que geram resultados? Ao fazer seu planeamento estratégico, avalie:
- Vocês estão medindo esforço ou resultado?
- Suas metas estão voltadas para uma atividade avaliada ao meio ou para o objetivo final?

Sua empresa se parece com esta?
Veja se este caso real poderia acontecer na sua empresa. Ao acompanhar os resultados, o CEO verificou que a meta corporativa de tráfego no site estava muito abaixo do esperado para aquele mês. Ele foi então questionar o responsável pelo Marketing:
CEO - José, nosso tráfego no site está muito abaixo da meta corporativa.
José - Mas eu entreguei tudo o que eu tinha que entregar de acordo com as minhas metas, fiz todas as minhas tarefas.
CEO - Mas o tráfego no site está muito ruim.
José - O tráfego no site não está nas minhas metas!
CEO - Então para que você tem metas? Sua meta está completamente errada…

O CEO percebeu que o processo de definição de metas tinha criado um hamster. Existiriam outros na empresa? A cultura precisava mudar.
Metas devem ser focadas em resultados
Quando bem utilizadas, as metas definem os critérios de sucesso de uma organização. As metas definem se uma pessoa ou equipe foram bem sucedidos. Mas para isso, as metas não podem ser focadas em tarefas ou esforço por três grandes motivos:
1. Queremos uma Cultura de Foco em Resultados
Como no exemplo do tráfego do site, queremos uma cultura que tenha foco no resultado, e não nas tarefas.
2. Se você fez suas tarefas e nada melhorou, isto não é sucesso.
Sucesso é fazer com que algo melhore: os clientes estão mais satisfeitos, as vendas aumentaram, o custo foi reduzido. Se você fez todas as suas tarefas mas não saiu do lugar, isto não é sucesso.
Apesar do que se ensina nas aulas de gerência de projetos, a verdade é que entregar o projeto não é o bastante. Entregar um projeto no prazo, e qualidade não é o suficiente, o projeto deve ser feito com sucesso.
Ou seja, os objetivos de negócios que motivaram a realização do projeto devem ser atingidos.
3. Seu plano de ação é somente uma hipótese.
A metodologia Lean Startup ensinou-nos que uma idéia é somente uma hipótese não validada. Da mesma maneira, no mundo real não temos a certeza se nosso plano de ação vai conseguir melhorar nossos indicadores. Nosso plano de ação é somente uma hipótese. Assim, você não pode se prender a uma aposta ainda não validada.
Quando for definir suas metas, foque no destino onde você quer chegar, não no meio para chegar lá.
Definindo metas da maneira correta
Quando bem utilizados, os dois principais métodos para definição de metas podem ajudar a desdobrar o seu Planeamento Estratégico em resultados desejados. Se sua empresa está utilizando o Balanced Scorecard, você deve separar suas metas em 4 componentes:
- Objetivo (o que você quer atingir);
- Medida (como você vai medir seu objetivo);
- Target (alvo da medida, qual meta deve ser atingida);
- Iniciativas organizacionais (quais ações serão feitas para atingir o objetivo).

Da mesma maneira, se a sua empresa decidiu utilizar OKR (Objectives and Key Results), modelo utilizado pelo Google e por diversas empresas do Silicon Valey, você também vai separar suas metas em componentes:
- Objetivo (descrição motivadora e memorável do que você deseja atingir);
- Key Results (um conjunto de 3 a 5 métricas que indicam que você está avançando em relação ao seu objetivo, com seus respectivos targets).

Em OKR, você também deve separar seus resultados dos planos de ação para alcançá-los. Como fazer isto na prática:

- Avalie as metas que você definiu;
- Se você tem uma tarefa, pense no motivo pelo qual você a está fazendo. Este é seu objetivo;
- Pense no que aconteceria de bom se a tarefa fosse bem feita, estes são seus Key Results (ou medidas e targets).

Texto escrito por Felipe Castro, sócio da Lean Performance, e publicado na Endeavor.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

EATON lança soluções de energia otimizada

Eaton lança soluções de energia otimizada para aplicações de IT menor dimensão

A Eaton lançou duas versões de 2,2 kW e 3 kW das suas UPS da série 9PX, que visam proporcionar uma proteção de energia de elevada qualidade para servidores virtuais, soluções hiperconvergentes, dispositivos de rede e pequenos sistemas de armazenamento de dados
UPSs 9PX da Eaton

Uma das principais caraterísticas das novas UPS é o fator de potência unitário, o que significa que, para uma determinada potência, conseguem alimentar uma maior quantidade de equipamentos do que as UPS convencionais.
As novas UPS 9PX da Eaton estão disponíveis em versões 2U, que fazem uma utilização eficaz do espaço em racks TI de profundidade convencional e em versões 3U, dirigidas para áreas mais pequenas com profundidade limitada ou para proteger os dispositivos TI convencionais em torre.
“Estas novas UPSs trazem as vantagens dos nossos produtos 9PX de maior dimensão, que já provaram serem bastante bem-sucedidos e populares, para aplicações de menor dimensão,” refere Christophe Jammes, product marketing manager na Eaton EMEA. “O fator de potência unitário é, por exemplo, algo que é bastante importante para os nossos clientes, já que significa que a classificação kVA da UPS é numericamente idêntica à classificação kW da carga que consegue fornecer. Como resultado, os utilizadores podem obter mais potência útil da sua UPS – normalmente 11 por cento mais – e não são necessários cálculos para definir a dimensão da carga que a UPS pode suportar”.
As UPS 9PX da Eaton estão ainda certificadas pela Energy Star, conseguindo alcançar uma eficiência de 94 por cento quando utilizadas no modo online.
Todos os modelos incluem um visor LCD integrado que fornece informações e análise operacional sobre o estado, em conjunto com uma monitorização do consumo até ao nível do grupo de tomadas. Está incluído um controlo do segmento da carga para até dois grupos, com o objetivo de facilitar os arranques sequenciais, o desligar prioritário de equipamentos não essenciais e o arranque remoto de servidores bloqueados.
Além destas caraterísticas, as novas UPSs da Eaton integram o sistema de Gestão Avançada de Baterias da Eaton (ABM), que prolonga a vida útil da bateria até 50 por cento.
As versões de rede prontas para virtualização das novas UPSs 9PX visam permitir uma estreita integração com os ambientes virtuais VMware, HyperV, RedHat e Citrix, como forma de simplificar a implementação de políticas de recuperação de avarias automatizadas para eventos de energia e função de rejeição de carga. Para além disto, a 9PX pode ser também monitorizada através do popular orquestrador de nuvem VMWare vRealize e Microsoft MS SCOM.


quinta-feira, 26 de maio de 2016

UPS da EATON prontas para responder à norma internacional IEC 62040

Após ter efetuado todos os testes necessários, a Eaton anuncia que as suas fontes de alimentação interrupta (UPSs) cumprem todos os requisitos da futura norma internacional IEC 62040


“As mudanças à IEC 62040 fazem com que os fabricantes de UPS tenham de declarar ou o valor da corrente nominal admissível de curta duração (Icw) ou o valor da corrente nominal condicional de curto-circuito (Icc) dos seus produtos”, afirma Janne Paananen, technology manager da Eaton. “Esta mudança é bem-vinda pois a informação sobre estes valores é essencial para desenvolver os sistemas de forma a manterem-se seguros mesmo em ambientes extremos. Contudo, embora existam valores mínimos exigidos de Icw e de Icc listados na norma, os níveis de corrente de falha atuais em instalações reais frequentemente excedem-nos. É importante que os fabricantes das soluções tenham este ponto em consideração quando escolhem os produtos, assegurando que os níveis de corrente dos mesmos excedam os do local e que, assim, possam ser usados de forma segura numa instalação”.
Para cumprirem com a nova norma, as UPSs com valores Icc ou Icw declarados de 10 kA ou superiores têm de ser testadas em laboratório com um nível específico de corrente disponível nos terminais de entrada das UPSs, e com um curto-circuito nos terminais de saída das UPSs. No decorrer do teste, a UPS tem de ter uma performance segura, sem queimar ou emitir chamas.
Na nova norma internacional, a corrente nominal admissível de curta duração (Icw) é a corrente que pode ser suportada em qualquer tipo de estrago durante um curto período de tempo. A corrente condicional de curto-circuito (Icc) – que é normalmente utilizada quando a UPS é protegida, por exemplo, por um fusível– é a corrente de curto-circuito que pode ser suportada durante o tempo necessário para que o dispositivo de protecção de curto-circuito funcione.

Os rácios estão relacionados com o caminho de baixa impedância das UPSs, tipicamente um interruptor estático com componentes associados, tais como fusíveis, interruptores e indutores, utilizados  em modo bypass ou line-interactive. Os requisitos aplicam-se a cada circuito individual de bypass, incluindo circuitos internos de bypass de manutenção.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sistemas integrados hiperconvergentes

Sistemas integrados hiperconvergentes serão mainstream em cinco anos

A Gartner indica que os sistemas integrados hiperconvergentes serão a norma dentro de cinco anos. Este mercado crescerá 79 por cento, devendo valer quase 2 mil milhões de dólares este ano.

O segmento da hiperconvergência, dentro dos sistemas integrados, é o que está a crescer mais depressa, totalizando os 5 mil milhões de dólares, e representará 24 por cento do mercado em 2019.

A Gartner define esta área como uma plataforma que disponibiliza recursos de computação e armazenamento partilhados, baseados em armazenamento definido por software, computação definida por software, hardware comoditizado e uma interface de gestão unificada. “O mercado dos sistemas integrados está a amadurecer, com cada vez mais utilizadores a fazerem o upgrade dos seus deployments iniciais”, realça Andrew Butler, vice presidente e analista na Gartner. “Estamos prestes a entrar na terceira fase dos sistemas integrados”, destaca, salientando que esta evolução proporciona uma evolução das implementações e das arquiteturas”. 
A primeira fase correspondeu ao pico dos sistemas blade (2005 a 2015); 
A segunda marca a chegada das infraestruturas convergentes (2010 a 2020); 
a terceira representa a entrega contínua de aplicações e de microserviços em plataformas de sistemas integrados hiperconvergentes (2015 a 2025).
Esta última fase dos sistemas integrados entregará infraestruturas dinâmicas e compostas, ao oferecer, em simultâneo, blocos de modulares e desagregados de hardware, para uma disponibilização contínua de aplicações e de otimização económica.
A Gartner afirma mesmo que a infraestrutura subjacente desaparecerá e que tornar-se-á numa utility maleável, controlada por software e automatizada, para permitir que o IT as a service chegue às empresas, aos consumidores, aos developers e às operações empresariais. “Os sistemas integrados hiperconvergentes não são um destino, mas uma viagem evolutiva”, indica Butler.


Fonte IT CHANNEL

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"RIBATEJO, REGIÃO MIGRANTE"

POR ANTÓNIO MATIAS COELHO 
tEXTO FORNEÇIDO PELO MEU AMIGO vASCO oLIVEIRA


Muita gente pensa que Ribatejo é o distrito de Santarém. Nada mais errado! Desde logo porque há concelhos do distrito de Santarém que não fazem parte do Ribatejo; depois porque vários concelhos ribatejanos não pertencem ao distrito de Santarém; e, sobretudo, porque o Ribatejo não foi aqui, Tejo adentro, que nasceu, mas bem mais a jusante, na margem esquerda do estuário, entre o ribeiro das Enguias e a ribeira de Coina – as terras do concelho de Ribatejo, assim mesmo chamado, que teve remota existência, nos séculos XIII e XIV. Só depois o nome Ribatejo migrou. Como tanto de nós com ele.
 O concelho de Ribatejo
No processo de formação de Portugal, através das conquistas à moirama, iniciado no século XII, os nossos primeiros reis confiaram às ordens militares extensíssimos territórios, sobretudo a sul do Tejo, procurando desse modo garantir a sua defesa, o seu povoamento e o seu aproveitamento económico. Assim, em 1186, tinha Portugal apenas meio século, D. Sancho I doou à Ordem de Santiago, com sede em Palmela, uma imensidão que abrangia toda a margem esquerda do Tejo, na zona do estuário.
Os freires de Santiago chamavam Chacoteca às terras entre a ribeira de Lavre / rio Almansor e o ribeiro das Enguias. E às terras entre o ribeiro das Enguias e a ribeira de Coina chamavam Riba Tejo.
Limites aproximados do medieval concelho de Ribatejo segundo António Gonçalves Ventura, A «Banda d’Além» e a Cidade de Lisboa (…), [tese de doutoramento], 2007

Fernão Lopes, na sua Crónica d’El-rei D. Fernando, referindo-se ao movimento de navios no estuário do Tejo, deixou-nos uma das primeiras e mais belas referências às terras do Ribatejo medieval:
E portanto vinham de desvairadas partes muitos navios a ella [Lisboa], em guisa que com aquelles que vinham de fóra e com os que no reino havia jaziam muitas vezes ante a cidade quatrocentos e quinhentos navios de carregação; e estavam á carga no rio de Sacavem e à ponta do Montijo, da parte de Riba-Tejo, sessenta e setenta navios em cada logar, carregando de sal e de vinhos [sublinhado meu].
 O medieval concelho de Ribatejo, já existente no século XIII, não era um concelho perfeito, dependendo da Mesa Mestral da Ordem de Santiago da qual era comenda. Integrava duas freguesias – São Lourenço de Alhos Vedros e Santa Maria de Sabonha – que acabariam, no século XIV, por se autonomizar, formando dois concelhos novos em terras de Ribatejo.
Alhos Vedros, que abrangia o território entre a ribeira de Coina e Sarilhos Pequenos, foi terra próspera por um período longo, mas entraria em decadência no século XVI, dando origem aos concelhos do Barreiro e da Moita – da Moita do Ribatejo.
O concelho de Santa Maria de Sabonha, cuja sede se situava no atual lugar de S. Francisco (Alcochete), abrangia o restante território de Ribatejo, ou seja, dos Sarilhos ao ribeiro das Enguias. Seria desmembrado no século XV, dele resultando os concelhos de Alcochete e de Aldeia Galega do Ribatejo, a atual cidade do Montijo. Aldeia Galega do Ribatejo, sublinho!
Ocupando o território dos atuais concelhos do Barreiro, da Moita, do Montijo e de Alcochete, da ribeira de Coina ao ribeiro das Enguias, é este o Ribatejo primordial – vamos chamar-lhe assim. É um Ribatejo com muito longa História, mais de 800 anos, quase tantos como tem Portugal, do século XII até agora. Tudo o resto é uma história de migração. E uma história muito recente.
Ribatejo, uma região migrante
Como o peixe que arriba, como os cagaréus, varinos e avieiros que arribaram atrás dele, tudo migrou por este Tejo acima. Ao contrário de outras regiões do país, possuidoras de matrizes identitárias muito sólidas e territórios há muito tempo definidos, como é, por exemplo, o caso do Algarve, o Ribatejo é uma região migrante. Progressivamente, por um fenómeno que os geógrafos designam como de contágio, o Ribatejo foi subindo o rio, já não apenas pela sua margem esquerda mas por ambas. E, ao longo delas e às vezes mesmo um pouco afastadas, foram surgindo ou sendo rebatizadas terras que trazem a palavra Ribatejo no nome por que se conhecem: Alverca do Ribatejo, Castanheira do Ribatejo, Valada do Ribatejo, Glória do Ribatejo, Benfica do Ribatejo, Azinhaga do Ribatejo, Praia do Ribatejo…


Como se vê, o Ribatejo está longe, muito longe, de coincidir com o distrito de Santarém.
Ainda nas primeiras décadas do século XX, há menos de um século portanto, todo este território da Borda d’Água onde vivemos nós hoje pertencia à Estremadura, a mesma tradicional região que integrava Lisboa e o Oeste. Por esse motivo, o jornal fundado por João Arruda, que desde 1891 se publicava em Santarém, chamava-se Correio da Extremadura, só tendo mudado a designação para Correio do Ribatejo em 1945, após a reforma administrativa operada pelo Estado Novo. Tudo isto foi, historicamente, há muito pouco tempo…
O Ribatejo do Estado Novo
Em 1936 o Estado Novo procedeu a uma profunda reorganização do mapa administrativo do país. Esse processo levou à criação da província do Ribatejo, com capital em Santarém. O mapa de Portugal, que os mais velhos de nós conheceram na escola primária antes do 25 de Abril (e do qual tínhamos de saber tantas coisas de cor), demarcou um novo Ribatejo. E marcou-nos a nós, ribatejanos, de uma forma bem vincada. Mas, já então, a nova província não coincidia com o distrito de Santarém.
De facto, o Ribatejo incluía os concelhos da Azambuja e de Vila Franca – que, convenhamos, alguém duvida que sejam ribatejanos? –, pertencentes ao distrito de Lisboa. E o da Ponte de Sor, do distrito de Portalegre, o que faz algum sentido se pensarmos na forma de colonização interna das suas terras de charneca, na segunda metade do século XIX, muito semelhante à que se praticou nos concelhos da margem esquerda do Tejo: no da Ponte de Sor nasceram os Foros do Arrão, como, afinal não muito longe, surgiram os Foros da Branca (Coruche), os Foros de Almada (Benavente), os Foros de Salvaterra ou os Foros de Benfica.

 Mapa do Projecto GeoRibatejo [http://www.georibatejo.org], elaborado segundo a reforma administrativa de 1936

De fora do Ribatejo o Estado Novo deixou dois concelhos do distrito de Santarém: o de Mação, integrado na Beira Baixa e o de Ourém, considerado da Beira Litoral. E deixou também de fora os ribatejanos concelhos de Alcochete, Montijo, Moita e Barreiro – ou seja, o Ribatejo primordial… A ribeira das Enguias que, no século XII e nos seguintes, por muito tempo, era onde o Ribatejo começava, passou a ser a estrema onde o Ribatejo termina…

Não termina, não… Mesmo quem pensa que Ribatejo é só lezíria, cavalos e toiros, campinos e forcados há de convir que os mais marcantes ícones com que o Estado Novo pretendeu sintetizar o Ribatejo – o barrete verde e o colete encarnado – têm as suas conhecidas e populares festas fora do distrito de Santarém: o Colete Encarnado é cartaz de Vila Franca e o Barrete Verde da vila de Alcochete!
O Ribatejo é, sem dúvida, a mais dinâmica das regiões portuguesas. Medieval na sua origem, migrou e estendeu-se Tejo arriba. Nos tempos de Salazar foi elevado a província, mas deixou de fora a génese de onde veio. Após o 25 de Abril, com a Constituição de 1976, as províncias foram extintas. O Ribatejo, como foi delimitado em 1936 e nos ensinaram na escola, durou apenas 40 anos. E hoje, enquanto entidade administrativa, o Ribatejo não existe. Mas existe dentro de nós que somos ribatejanos e ribatejanos nos sentimos.
É ribatejano. De Salvaterra, onde nasceu e cresceu. Da Chamusca onde foi professor de História durante mais de 30 anos. Da Golegã, onde vive há quase outros tantos. E de Constância, a que vem dedicando, há não menos tempo, a sua atenção e o seu trabalho, nas áreas da história, da cultura, do património, do turismo, da memória de Camões, da comunicação, da divulgação, da promoção. É o criador do epíteto Constância, Vila Poema, lançado em 1990 e que o tempo consagrou. 
Escreve no mediotejo.net na primeira quarta-feira de cada mês.
Excelente e mesmo Interessante... muito interessante; é a história resumida da nossa região!
Um orgulho. Mostrarei e divulgarei, sempre que seja possível e conveniente, este documento, em primeiro neste blogue e junto dos meus amigos, conhecidos e familiares.