quinta-feira, 9 de junho de 2016

Planeamento estratégico??? Pensa, ou está pensando nele.

Sim, mas antes de o deleniar ou concluir, faça este exercício:
Imagine um hamster numa gaiola, correndo sem parar dentro da sua roda, mas sem nunca sair do lugar. É assim que você se sente em relação à sua empresa ou ao seu tempo, ou sua equipe? Muito trabalho, muito esforço, mas sem sair do lugar?
Na sua empresa, o importante é trabalhar muitas horas, muitas noites, trabalhar nos fins de semana, ou entregar resultados
Você quer uma equipe de hamsters – que se esforçam muito mas não chegam a lugar algum – ou pessoas que geram resultados? Ao fazer seu planeamento estratégico, avalie:
- Vocês estão medindo esforço ou resultado?
- Suas metas estão voltadas para uma atividade avaliada ao meio ou para o objetivo final?

Sua empresa se parece com esta?
Veja se este caso real poderia acontecer na sua empresa. Ao acompanhar os resultados, o CEO verificou que a meta corporativa de tráfego no site estava muito abaixo do esperado para aquele mês. Ele foi então questionar o responsável pelo Marketing:
CEO - José, nosso tráfego no site está muito abaixo da meta corporativa.
José - Mas eu entreguei tudo o que eu tinha que entregar de acordo com as minhas metas, fiz todas as minhas tarefas.
CEO - Mas o tráfego no site está muito ruim.
José - O tráfego no site não está nas minhas metas!
CEO - Então para que você tem metas? Sua meta está completamente errada…

O CEO percebeu que o processo de definição de metas tinha criado um hamster. Existiriam outros na empresa? A cultura precisava mudar.
Metas devem ser focadas em resultados
Quando bem utilizadas, as metas definem os critérios de sucesso de uma organização. As metas definem se uma pessoa ou equipe foram bem sucedidos. Mas para isso, as metas não podem ser focadas em tarefas ou esforço por três grandes motivos:
1. Queremos uma Cultura de Foco em Resultados
Como no exemplo do tráfego do site, queremos uma cultura que tenha foco no resultado, e não nas tarefas.
2. Se você fez suas tarefas e nada melhorou, isto não é sucesso.
Sucesso é fazer com que algo melhore: os clientes estão mais satisfeitos, as vendas aumentaram, o custo foi reduzido. Se você fez todas as suas tarefas mas não saiu do lugar, isto não é sucesso.
Apesar do que se ensina nas aulas de gerência de projetos, a verdade é que entregar o projeto não é o bastante. Entregar um projeto no prazo, e qualidade não é o suficiente, o projeto deve ser feito com sucesso.
Ou seja, os objetivos de negócios que motivaram a realização do projeto devem ser atingidos.
3. Seu plano de ação é somente uma hipótese.
A metodologia Lean Startup ensinou-nos que uma idéia é somente uma hipótese não validada. Da mesma maneira, no mundo real não temos a certeza se nosso plano de ação vai conseguir melhorar nossos indicadores. Nosso plano de ação é somente uma hipótese. Assim, você não pode se prender a uma aposta ainda não validada.
Quando for definir suas metas, foque no destino onde você quer chegar, não no meio para chegar lá.
Definindo metas da maneira correta
Quando bem utilizados, os dois principais métodos para definição de metas podem ajudar a desdobrar o seu Planeamento Estratégico em resultados desejados. Se sua empresa está utilizando o Balanced Scorecard, você deve separar suas metas em 4 componentes:
- Objetivo (o que você quer atingir);
- Medida (como você vai medir seu objetivo);
- Target (alvo da medida, qual meta deve ser atingida);
- Iniciativas organizacionais (quais ações serão feitas para atingir o objetivo).

Da mesma maneira, se a sua empresa decidiu utilizar OKR (Objectives and Key Results), modelo utilizado pelo Google e por diversas empresas do Silicon Valey, você também vai separar suas metas em componentes:
- Objetivo (descrição motivadora e memorável do que você deseja atingir);
- Key Results (um conjunto de 3 a 5 métricas que indicam que você está avançando em relação ao seu objetivo, com seus respectivos targets).

Em OKR, você também deve separar seus resultados dos planos de ação para alcançá-los. Como fazer isto na prática:

- Avalie as metas que você definiu;
- Se você tem uma tarefa, pense no motivo pelo qual você a está fazendo. Este é seu objetivo;
- Pense no que aconteceria de bom se a tarefa fosse bem feita, estes são seus Key Results (ou medidas e targets).

Texto escrito por Felipe Castro, sócio da Lean Performance, e publicado na Endeavor.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

EATON lança soluções de energia otimizada

Eaton lança soluções de energia otimizada para aplicações de IT menor dimensão

A Eaton lançou duas versões de 2,2 kW e 3 kW das suas UPS da série 9PX, que visam proporcionar uma proteção de energia de elevada qualidade para servidores virtuais, soluções hiperconvergentes, dispositivos de rede e pequenos sistemas de armazenamento de dados
UPSs 9PX da Eaton

Uma das principais caraterísticas das novas UPS é o fator de potência unitário, o que significa que, para uma determinada potência, conseguem alimentar uma maior quantidade de equipamentos do que as UPS convencionais.
As novas UPS 9PX da Eaton estão disponíveis em versões 2U, que fazem uma utilização eficaz do espaço em racks TI de profundidade convencional e em versões 3U, dirigidas para áreas mais pequenas com profundidade limitada ou para proteger os dispositivos TI convencionais em torre.
“Estas novas UPSs trazem as vantagens dos nossos produtos 9PX de maior dimensão, que já provaram serem bastante bem-sucedidos e populares, para aplicações de menor dimensão,” refere Christophe Jammes, product marketing manager na Eaton EMEA. “O fator de potência unitário é, por exemplo, algo que é bastante importante para os nossos clientes, já que significa que a classificação kVA da UPS é numericamente idêntica à classificação kW da carga que consegue fornecer. Como resultado, os utilizadores podem obter mais potência útil da sua UPS – normalmente 11 por cento mais – e não são necessários cálculos para definir a dimensão da carga que a UPS pode suportar”.
As UPS 9PX da Eaton estão ainda certificadas pela Energy Star, conseguindo alcançar uma eficiência de 94 por cento quando utilizadas no modo online.
Todos os modelos incluem um visor LCD integrado que fornece informações e análise operacional sobre o estado, em conjunto com uma monitorização do consumo até ao nível do grupo de tomadas. Está incluído um controlo do segmento da carga para até dois grupos, com o objetivo de facilitar os arranques sequenciais, o desligar prioritário de equipamentos não essenciais e o arranque remoto de servidores bloqueados.
Além destas caraterísticas, as novas UPSs da Eaton integram o sistema de Gestão Avançada de Baterias da Eaton (ABM), que prolonga a vida útil da bateria até 50 por cento.
As versões de rede prontas para virtualização das novas UPSs 9PX visam permitir uma estreita integração com os ambientes virtuais VMware, HyperV, RedHat e Citrix, como forma de simplificar a implementação de políticas de recuperação de avarias automatizadas para eventos de energia e função de rejeição de carga. Para além disto, a 9PX pode ser também monitorizada através do popular orquestrador de nuvem VMWare vRealize e Microsoft MS SCOM.


quinta-feira, 26 de maio de 2016

UPS da EATON prontas para responder à norma internacional IEC 62040

Após ter efetuado todos os testes necessários, a Eaton anuncia que as suas fontes de alimentação interrupta (UPSs) cumprem todos os requisitos da futura norma internacional IEC 62040


“As mudanças à IEC 62040 fazem com que os fabricantes de UPS tenham de declarar ou o valor da corrente nominal admissível de curta duração (Icw) ou o valor da corrente nominal condicional de curto-circuito (Icc) dos seus produtos”, afirma Janne Paananen, technology manager da Eaton. “Esta mudança é bem-vinda pois a informação sobre estes valores é essencial para desenvolver os sistemas de forma a manterem-se seguros mesmo em ambientes extremos. Contudo, embora existam valores mínimos exigidos de Icw e de Icc listados na norma, os níveis de corrente de falha atuais em instalações reais frequentemente excedem-nos. É importante que os fabricantes das soluções tenham este ponto em consideração quando escolhem os produtos, assegurando que os níveis de corrente dos mesmos excedam os do local e que, assim, possam ser usados de forma segura numa instalação”.
Para cumprirem com a nova norma, as UPSs com valores Icc ou Icw declarados de 10 kA ou superiores têm de ser testadas em laboratório com um nível específico de corrente disponível nos terminais de entrada das UPSs, e com um curto-circuito nos terminais de saída das UPSs. No decorrer do teste, a UPS tem de ter uma performance segura, sem queimar ou emitir chamas.
Na nova norma internacional, a corrente nominal admissível de curta duração (Icw) é a corrente que pode ser suportada em qualquer tipo de estrago durante um curto período de tempo. A corrente condicional de curto-circuito (Icc) – que é normalmente utilizada quando a UPS é protegida, por exemplo, por um fusível– é a corrente de curto-circuito que pode ser suportada durante o tempo necessário para que o dispositivo de protecção de curto-circuito funcione.

Os rácios estão relacionados com o caminho de baixa impedância das UPSs, tipicamente um interruptor estático com componentes associados, tais como fusíveis, interruptores e indutores, utilizados  em modo bypass ou line-interactive. Os requisitos aplicam-se a cada circuito individual de bypass, incluindo circuitos internos de bypass de manutenção.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sistemas integrados hiperconvergentes

Sistemas integrados hiperconvergentes serão mainstream em cinco anos

A Gartner indica que os sistemas integrados hiperconvergentes serão a norma dentro de cinco anos. Este mercado crescerá 79 por cento, devendo valer quase 2 mil milhões de dólares este ano.

O segmento da hiperconvergência, dentro dos sistemas integrados, é o que está a crescer mais depressa, totalizando os 5 mil milhões de dólares, e representará 24 por cento do mercado em 2019.

A Gartner define esta área como uma plataforma que disponibiliza recursos de computação e armazenamento partilhados, baseados em armazenamento definido por software, computação definida por software, hardware comoditizado e uma interface de gestão unificada. “O mercado dos sistemas integrados está a amadurecer, com cada vez mais utilizadores a fazerem o upgrade dos seus deployments iniciais”, realça Andrew Butler, vice presidente e analista na Gartner. “Estamos prestes a entrar na terceira fase dos sistemas integrados”, destaca, salientando que esta evolução proporciona uma evolução das implementações e das arquiteturas”. 
A primeira fase correspondeu ao pico dos sistemas blade (2005 a 2015); 
A segunda marca a chegada das infraestruturas convergentes (2010 a 2020); 
a terceira representa a entrega contínua de aplicações e de microserviços em plataformas de sistemas integrados hiperconvergentes (2015 a 2025).
Esta última fase dos sistemas integrados entregará infraestruturas dinâmicas e compostas, ao oferecer, em simultâneo, blocos de modulares e desagregados de hardware, para uma disponibilização contínua de aplicações e de otimização económica.
A Gartner afirma mesmo que a infraestrutura subjacente desaparecerá e que tornar-se-á numa utility maleável, controlada por software e automatizada, para permitir que o IT as a service chegue às empresas, aos consumidores, aos developers e às operações empresariais. “Os sistemas integrados hiperconvergentes não são um destino, mas uma viagem evolutiva”, indica Butler.


Fonte IT CHANNEL

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"RIBATEJO, REGIÃO MIGRANTE"

POR ANTÓNIO MATIAS COELHO 
tEXTO FORNEÇIDO PELO MEU AMIGO vASCO oLIVEIRA


Muita gente pensa que Ribatejo é o distrito de Santarém. Nada mais errado! Desde logo porque há concelhos do distrito de Santarém que não fazem parte do Ribatejo; depois porque vários concelhos ribatejanos não pertencem ao distrito de Santarém; e, sobretudo, porque o Ribatejo não foi aqui, Tejo adentro, que nasceu, mas bem mais a jusante, na margem esquerda do estuário, entre o ribeiro das Enguias e a ribeira de Coina – as terras do concelho de Ribatejo, assim mesmo chamado, que teve remota existência, nos séculos XIII e XIV. Só depois o nome Ribatejo migrou. Como tanto de nós com ele.
 O concelho de Ribatejo
No processo de formação de Portugal, através das conquistas à moirama, iniciado no século XII, os nossos primeiros reis confiaram às ordens militares extensíssimos territórios, sobretudo a sul do Tejo, procurando desse modo garantir a sua defesa, o seu povoamento e o seu aproveitamento económico. Assim, em 1186, tinha Portugal apenas meio século, D. Sancho I doou à Ordem de Santiago, com sede em Palmela, uma imensidão que abrangia toda a margem esquerda do Tejo, na zona do estuário.
Os freires de Santiago chamavam Chacoteca às terras entre a ribeira de Lavre / rio Almansor e o ribeiro das Enguias. E às terras entre o ribeiro das Enguias e a ribeira de Coina chamavam Riba Tejo.
Limites aproximados do medieval concelho de Ribatejo segundo António Gonçalves Ventura, A «Banda d’Além» e a Cidade de Lisboa (…), [tese de doutoramento], 2007

Fernão Lopes, na sua Crónica d’El-rei D. Fernando, referindo-se ao movimento de navios no estuário do Tejo, deixou-nos uma das primeiras e mais belas referências às terras do Ribatejo medieval:
E portanto vinham de desvairadas partes muitos navios a ella [Lisboa], em guisa que com aquelles que vinham de fóra e com os que no reino havia jaziam muitas vezes ante a cidade quatrocentos e quinhentos navios de carregação; e estavam á carga no rio de Sacavem e à ponta do Montijo, da parte de Riba-Tejo, sessenta e setenta navios em cada logar, carregando de sal e de vinhos [sublinhado meu].
 O medieval concelho de Ribatejo, já existente no século XIII, não era um concelho perfeito, dependendo da Mesa Mestral da Ordem de Santiago da qual era comenda. Integrava duas freguesias – São Lourenço de Alhos Vedros e Santa Maria de Sabonha – que acabariam, no século XIV, por se autonomizar, formando dois concelhos novos em terras de Ribatejo.
Alhos Vedros, que abrangia o território entre a ribeira de Coina e Sarilhos Pequenos, foi terra próspera por um período longo, mas entraria em decadência no século XVI, dando origem aos concelhos do Barreiro e da Moita – da Moita do Ribatejo.
O concelho de Santa Maria de Sabonha, cuja sede se situava no atual lugar de S. Francisco (Alcochete), abrangia o restante território de Ribatejo, ou seja, dos Sarilhos ao ribeiro das Enguias. Seria desmembrado no século XV, dele resultando os concelhos de Alcochete e de Aldeia Galega do Ribatejo, a atual cidade do Montijo. Aldeia Galega do Ribatejo, sublinho!
Ocupando o território dos atuais concelhos do Barreiro, da Moita, do Montijo e de Alcochete, da ribeira de Coina ao ribeiro das Enguias, é este o Ribatejo primordial – vamos chamar-lhe assim. É um Ribatejo com muito longa História, mais de 800 anos, quase tantos como tem Portugal, do século XII até agora. Tudo o resto é uma história de migração. E uma história muito recente.
Ribatejo, uma região migrante
Como o peixe que arriba, como os cagaréus, varinos e avieiros que arribaram atrás dele, tudo migrou por este Tejo acima. Ao contrário de outras regiões do país, possuidoras de matrizes identitárias muito sólidas e territórios há muito tempo definidos, como é, por exemplo, o caso do Algarve, o Ribatejo é uma região migrante. Progressivamente, por um fenómeno que os geógrafos designam como de contágio, o Ribatejo foi subindo o rio, já não apenas pela sua margem esquerda mas por ambas. E, ao longo delas e às vezes mesmo um pouco afastadas, foram surgindo ou sendo rebatizadas terras que trazem a palavra Ribatejo no nome por que se conhecem: Alverca do Ribatejo, Castanheira do Ribatejo, Valada do Ribatejo, Glória do Ribatejo, Benfica do Ribatejo, Azinhaga do Ribatejo, Praia do Ribatejo…


Como se vê, o Ribatejo está longe, muito longe, de coincidir com o distrito de Santarém.
Ainda nas primeiras décadas do século XX, há menos de um século portanto, todo este território da Borda d’Água onde vivemos nós hoje pertencia à Estremadura, a mesma tradicional região que integrava Lisboa e o Oeste. Por esse motivo, o jornal fundado por João Arruda, que desde 1891 se publicava em Santarém, chamava-se Correio da Extremadura, só tendo mudado a designação para Correio do Ribatejo em 1945, após a reforma administrativa operada pelo Estado Novo. Tudo isto foi, historicamente, há muito pouco tempo…
O Ribatejo do Estado Novo
Em 1936 o Estado Novo procedeu a uma profunda reorganização do mapa administrativo do país. Esse processo levou à criação da província do Ribatejo, com capital em Santarém. O mapa de Portugal, que os mais velhos de nós conheceram na escola primária antes do 25 de Abril (e do qual tínhamos de saber tantas coisas de cor), demarcou um novo Ribatejo. E marcou-nos a nós, ribatejanos, de uma forma bem vincada. Mas, já então, a nova província não coincidia com o distrito de Santarém.
De facto, o Ribatejo incluía os concelhos da Azambuja e de Vila Franca – que, convenhamos, alguém duvida que sejam ribatejanos? –, pertencentes ao distrito de Lisboa. E o da Ponte de Sor, do distrito de Portalegre, o que faz algum sentido se pensarmos na forma de colonização interna das suas terras de charneca, na segunda metade do século XIX, muito semelhante à que se praticou nos concelhos da margem esquerda do Tejo: no da Ponte de Sor nasceram os Foros do Arrão, como, afinal não muito longe, surgiram os Foros da Branca (Coruche), os Foros de Almada (Benavente), os Foros de Salvaterra ou os Foros de Benfica.

 Mapa do Projecto GeoRibatejo [http://www.georibatejo.org], elaborado segundo a reforma administrativa de 1936

De fora do Ribatejo o Estado Novo deixou dois concelhos do distrito de Santarém: o de Mação, integrado na Beira Baixa e o de Ourém, considerado da Beira Litoral. E deixou também de fora os ribatejanos concelhos de Alcochete, Montijo, Moita e Barreiro – ou seja, o Ribatejo primordial… A ribeira das Enguias que, no século XII e nos seguintes, por muito tempo, era onde o Ribatejo começava, passou a ser a estrema onde o Ribatejo termina…

Não termina, não… Mesmo quem pensa que Ribatejo é só lezíria, cavalos e toiros, campinos e forcados há de convir que os mais marcantes ícones com que o Estado Novo pretendeu sintetizar o Ribatejo – o barrete verde e o colete encarnado – têm as suas conhecidas e populares festas fora do distrito de Santarém: o Colete Encarnado é cartaz de Vila Franca e o Barrete Verde da vila de Alcochete!
O Ribatejo é, sem dúvida, a mais dinâmica das regiões portuguesas. Medieval na sua origem, migrou e estendeu-se Tejo arriba. Nos tempos de Salazar foi elevado a província, mas deixou de fora a génese de onde veio. Após o 25 de Abril, com a Constituição de 1976, as províncias foram extintas. O Ribatejo, como foi delimitado em 1936 e nos ensinaram na escola, durou apenas 40 anos. E hoje, enquanto entidade administrativa, o Ribatejo não existe. Mas existe dentro de nós que somos ribatejanos e ribatejanos nos sentimos.
É ribatejano. De Salvaterra, onde nasceu e cresceu. Da Chamusca onde foi professor de História durante mais de 30 anos. Da Golegã, onde vive há quase outros tantos. E de Constância, a que vem dedicando, há não menos tempo, a sua atenção e o seu trabalho, nas áreas da história, da cultura, do património, do turismo, da memória de Camões, da comunicação, da divulgação, da promoção. É o criador do epíteto Constância, Vila Poema, lançado em 1990 e que o tempo consagrou. 
Escreve no mediotejo.net na primeira quarta-feira de cada mês.
Excelente e mesmo Interessante... muito interessante; é a história resumida da nossa região!
Um orgulho. Mostrarei e divulgarei, sempre que seja possível e conveniente, este documento, em primeiro neste blogue e junto dos meus amigos, conhecidos e familiares.

domingo, 13 de março de 2016

A utilização da energia eléctrica é hoje um factor comum na nossa vida diária!!!

A utilização da energia eléctrica é hoje um factor comum na nossa vida diária, quer a nível doméstico quer a nível empresarial. Como qualquer outra forma de energia a sua má utilização comporta riscos que, em casos extremos podem provocar a morte. Assim a electricidade deve ser utilizada minimizando, para o utilizador não técnico, todas as consequências da sua utilização.
A electricidade é uma forma de energia que não se vê, não cheira e não se ouve. Por isso a suas consequências só podem ser sentidas. A questão é que por vezes apenas mortalmente sentidas. Os acidentes ocorrem basicamente por ignorância quando se desconhece os riscos envolvidos, por imprudência quando se conhece mas não se previne ou por negligência quando não se desenha de acordo com as normas de segurança de utilização.
Por isso foram legalmente definidos uns conjuntos de parâmetros de segurança para utilização da energia eléctrica em ambiente de utilização pública.
Dois tipos de acidentes podem ocorrer; por contacto directo ou indirecto.
O primeiro ocorre quando uma pessoa entre em contacto com uma fonte primária de energia, um cabo eléctrico, um cabo de alta tensão, entre outros.
O segundo quando o contacto é indirecto ou seja quando uma pessoa entra em contacto com uma superfície não condutora mas que, por uma qualquer falha, se encontra com potencial eléctrico.
Este meu comentário, pretende analisar a especificidade da utilização deste tipo de mecanismos de protecção das pessoas em ambientes técnicos especiais em que exista a utilização de uma UPS (Unidade de Alimentação Ininterrupta). Em muitas instalações eléctricas quer industriais quer terciárias o recurso à utilização de uma UPS é frequente. Este equipamento tem como objectivo fornecer uma energia limpa e ininterrupta a cargas mais críticas em que o objectivo é, acima de tudo garantir a sua continuidade de serviço.
Neste tipo de aplicações a utilização de mecanismos de protecção diferencial deve ser ponderada uma vez que constituem um factor de diminuição da disponibilidade da solução implementada.
Importa pois distinguir o tipo de aplicação para a qual vamos utilizar a UPS. Se estivermos perante situação de utilização pública, ou seja, para alimentar computadores pessoais de diferentes utilizadores num espaço de utilização pública, a utilização de diferencias deverá ser obrigatória. Nesta situação cada circuito de saída deverá ser protegido por um disjuntor diferencial de sensibilidade máxima (30 mA) para minimizar os disparos colectivos, ou seja, os disparos de um equipamento que afectam outros ligados ao mesmo circuito.
Se ao contrário a UPS se encontra a proteger equipamentos em áreas técnicas nomeadamente centros de computação ou de dados, a utilização de protecções do tipo diferencial devem ser evitadas.


Nunca esqueçer que a energia da EATON, ajuda nos seus negocios!

quinta-feira, 3 de março de 2016

EATON, apresenta novos switches de transferência automática!

A Eaton lançou dois novos switches de transferência automáticos (ATS) que prometem uma implementação mais simples e económica de duas fontes de alimentação em redundância, em instalações de TI e de Rede, novas ou já existentes.

O ATS 30 é o único switch de transferência automática com 30A no mercado, segundo a Eaton.

Segundo o fabricante, os novos ATS 16 e ATS 30 oferecem uma segurança operacional superior, ao permitirem que os equipamentos com apenas uma única entrada de alimentação possam ser suportados por duas fontes de energia independentes.
“No ambiente de TI atual, onde o tempo de inatividade e as interrupções de serviço podem ter um impacto muito disruptivo e negativo em termos de custos, a redundância em termos de fontes de alimentação é muito importante”, aponta Julien Salinas, product manager da Eaton. “No entanto, apenas os servidores avançados e os equipamentos de rede oferecem a capacidade de suporte de duas fontes de energia. Para endereçarmos este problema de uma forma conveniente e mais simples, decidimos desenvolver os nossos novos switches de transferência automática. São switches compactos, económicos, fáceis de instalar, e podem ser usados com qualquer fonte de energia de onda sinodal".
Ambos os equipamentos ocupam apenas 1U de espaço no rack e oferecem comutação contínua automática entre as fontes de energia. O ATS 16 tem uma potência de 16A, tem dois conectores IEC C20 para entrada de energia, oito conectores IEC C13 e um conector IEC C19 para fornecimento de energia a equipamentos suportados. Integra, como standard, um LCD que oferece uma série de capacidades métricas e de configuração base.
O ATS 30 é o único switch de transferência automática com 30A no mercado, segundo a Eaton, e utiliza ligações por cabo para entrada e saída de energia. Inclui ainda um completo equipamento de rede, opcional no ATS 16, e conectividade de rede que permite aos utilizadores acederem, configurarem e gerirem as unidades a partir de locais remotos.
O ATS 30 pode ainda ser emparelhado com a terceira geração de unidades de distribuição de energia em rack (ePDU® G3) da Eaton, para alimentar vários dispositivos. A monitorização pode ser feita através do software Intelligent Power Manager da Eaton, que oferece aos utilizadores um sistema de gestão integrado e devidamente preparado para ambientes virtualizados.